segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Brasil precisa de R$ 1 trilhão para modernizar transportes

A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) lançou hoje (22) a quinta edição do Plano CNT de Transporte e Logística, que propõe 2.045 projetos considerados prioritários para melhorar a infraestrutura brasileira de transportes, ao custo de R$ 987 bilhões.
O estudo, que já está disponível no site da entidade, será encaminhado formalmente, na próxima semana, à Presidência da República, ao Congresso Nacional, aos governos estaduais e municipais, bem como ministérios envolvidos com o setor.
O objetivo é ajudar os governos a identificar as áreas prioritárias para formulação de projetos. Para o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, a infraestrutura atual não atende às necessidades do país. “Não temos quantitativo nem qualitativo. Grande parte da infraestrutura está obsoleta e, mais grave ainda, está saturada, não atende mais à demanda”.
No aspecto rodoviário, o estudo propõe a implantação de BRT (Bus Rapid Transit), de VLT (veículo leve sobre trilho), monotrilhos, metrôs e trens urbanos em 18 regiões metropolitanas. A CNT também cita a necessidade de ampliação de rodovias.
Apenas no eixo Norte-Sul, que liga as cidades de Belém (PA) a Uruguaiana (RS), foram calculados investimentos de mais de R$ 27 bilhões na duplicação de 2.922 quilômetros de rodovias. O documento revela ainda que 89,9% das rodovias federais pavimentadas são de pista simples e mão dupla.
Além disso, propõe expansão de hidrovias, dragagem em portos, construção de 23,8 mil quilômetros de ferrovias, construção e ampliação de aeroportos, construção e adequações de terminais de cargas.
A construção de terminais multimodais também foi lembrada no estudo. São terminais que funcionam como elo entre diferentes formas de transporte, onde uma carga possa ser transferida de um tipo transporte para outro.
Para atingir um nível considerado adequado de infraestrutura no setor, o plano da CNT prevê investimentos da iniciativa privada, aliados a investimentos públicos. “A retomada dos investimentos públicos em infraestruturas de transporte, em anos recentes, apesar de assinalável, não tem sido suficiente para ajustar a oferta de transporte às demandas existentes e previstas”, diz o estudo.
Para Batista, o governo não conseguirá fazer os investimentos necessários sem a participação da iniciativa privada, e reforça que o total de investimentos necessários tende a aumentar.
“O número de projetos e o valor de investimentos não vão diminuir, uma vez que as demandas por transportes tendem a crescer. A retomada do crescimento só é possível com investimento em logística e transporte. Esse é um problema nacional, não é só do setor transportador”, acrescentou.

 Fonte: Marcelo Brandão, da Agência Brasil

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Um ano após denúncia, viaduto na PB ainda tem problemas estruturais

Problema foi denunciado por internauta em setembro de 2013. Segundo DNIT, não há risco de desabamento.

Problemas na estrutura de viaduto começaram a surgir há um ano (Foto: Odilon do Egito/Arquivo Pessoal )
Cerca de um ano após de um flagrante de um internauta ter sido publicado pelo G1, a situação da estrutura do viaduto localizado na cidade de Santa Rita, Grande João Pessoa, em um trecho em que as BRs 101 e 230 se cruzam, continua apresentando problemas. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), o processo de licitação para recuperação do viaduto deve ser concluído em até 90 dias.
“Não existe risco algum de desabar, pois a situação do viaduto está assim já faz um ano e nunca aconteceu nada”, disse o superintendente da unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) em Santa Rita, Rainer Branco.
No mês de setembro de 2013, o internauta Odilon do Egito encaminhou uma foto do local e disse que estava ficando com medo de trafegar por baixo do viaduto.  Em seguida, tonéis foram colocados para evitar o tráfego intenso no período de avaliação da dimensão do problema por parte dos técnicos, porém a situação ainda não foi resolvida.
Onze meses depois da primeira publicação do flagrante,  algumas medidas estão sendo tomadas, segundo  o superintendente da unidade do Dnit em Santa Rita, como por exemplo, a colocação, prevista para a tarde desta quinta-feira, de telamento para impedir a possibilidade de quedas de pedaços de concretos nos veículos que trafegam nas proximidades.
Rainer Branco ainda disse que agora é preciso aguardar o processo licitatório para a recuperação da estrutura e que pode durar até 90 dias, mas que não há riscos de desabamento, pois não houve comprometimento da estabilidade do viaduto.  “Não existe risco algum de desabar, pois a situação do viaduto está assim já faz um ano e nunca aconteceu nada”, disse ele.
De acordo com o Dnit, os danos foram causados por um caminhão muito alto que trombou com o viaduto e causou os danos. O viaduto não apresentou risco de cair, mas, uma pista do local foi interditada por motivo de segurança.

Fonte original: G1 PB

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Engenheiros debatem impactos causados por obras do metrô em Ipanema - RJ.

Engenheiros debatem impactos por crateras no solo do metrô de Ipanema
A Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) promoveu um debate hoje (30) sobre os impactos causados por obras, em imóveis na zona sul do Rio de Janeiro devido ao acidente nas obras da Linha 4 do metrô, em maio deste ano, no qual ocorreu um assentamento de solo com abertura de duas crateras, em Ipanema,  entre as ruas Teixeira de Melo e Farme de Amoedo. Os impactos causados aos moradores, com propostas seguras para o avanço do trabalho, e a necessidade de uma legislação preventiva mitigadora de problemas em obras similares, foram temas debatidos durante o encontro.
O engenheiro e morador da Rua Barão da Torre, Mario Sérgio Bandeira, fez uma análise técnica do acidente levantando possíveis falhas do projeto, como, por exemplo, a despressurização da camada de terra no local. “A equipe do tatuzão [equipamento de perfuração do solo] não tem comunicação com a equipe externa, estes, por sua vez, não observaram os esguichos através dos furos de sondagem nas jardineiras”, disse.
Sobre as medidas adotadas pelo Poder Público, o promotor de Justiça, do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ)  José Alexandre Mota explicou que foi feito um pedido para que a obra permaneça parada até a análise dos documentos.
“Nós ampliamos o objeto da investigação para os riscos do tatuzão, que antes estava restrito à praça para tratar de forma aprofundada sobre os riscos do prosseguimento do equipamento. Também oficiamos o consórcio, assim como a Rio Trilhos e a Secretaria Estadual de Transportes, e obtivemos as informações técnicas e disponibilizamos à sociedade civil. Expedimos uma recomendação, para , até a análise dos documentos, a obra permaneça parada, e que só continue após uma profunda comunicação à sociedade”, explicou.
Nenhum representante da Linha 4 do metrô compareceu à palestra. De acordo com o presidente da Seaerj, Joelson Zuchen, "falta transparência dos gestores do projeto, mas a gente mantém as portas da casa abertas, caso algum membro queira se manifestar sobre o assunto", disse.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ), Agostinho Guerreiro, disse que o Crea-RJ está acompanhando o caso do metrô em Ipanema, e segundo ele, quando acidentes desse porte acontecem, é porque houve falta de algum tipo de prevenção e criticou a forma como a obra está sendo feita.
"Estamos preocupados porque não há nenhuma previsão de uma obra dessa natureza provocar acidente desse porte. Lá, além do buraco, teve outros problemas em que aparentemente não há nenhuma catástrofe, como queda de prédios. É evidente que é uma questão difícil, ainda mais fazendo nessa velocidade, pois eles querem aprontar antes das Olimpíadas de 2016. Houve sobretudo um desrespeito ao planejamento que vinha de longa data para atender a  compromissos com o Comitê Olímpico, enfim, são coisas que comprometem a engenharia. Esse planejamento realmente desrespeita os projetos que  a engenharia exige", contou.
Guerreiro disse ainda que "é para isso que existe o planejamento, para que se possa ter projetos de qualidade, e através desses projetos você sabe detalhadamente tudo o que deve ser feito. A boa engenharia não pode se submeter a planejamentos de curto prazo dos poderes públicos, seja ele federal, estadual ou municipal. A engenharia tem que ter o planejamento para gerar um bom projeto executivo de qualidade e não foi o caso de Ipanema", explicou.
Em nota, o Consórcio da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, que administra as obras, informou que a situação está normalizada e que o serviço de tratamento do solo  está sendo feito para devolver a compressão ao subsolo da Rua Barão da Torre, próximo à esquina com a Rua Farme de Amoedo, em Ipanema, após o assentamento de solo ocorrido em 11 de maio deste ano. Este serviço está recuperando as características que o terreno apresentava antes do incidente, e que, assim que foi constatado o primeiro desnível na superfície, a área foi isolada e o plano de contingência acionado.
O consórcio esclareceu que "em nenhum momento a população ou as edificações estiveram em risco. Simultaneamente, através da análise do monitoramento, verificou-se que não havia nenhum risco para as fundações dos edifícios do entorno, pois se tratava de um evento localizado. Com a área isolada, as cavidades foram preenchidas com concreto e foi iniciado o processo de compactação do solo”.
De acordo com o Consórcio da Linha 4 do metrô "o trabalho de recompressão do solo segue como previsto e os imóveis do entorno das escavações dos túneis e das estações são monitorados permanentemente por instrumentos que possibilitam o acompanhamento das edificações antes e durante as obras. Todas as medições desta instrumentação estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações". 

Técnicos avaliam construção de aeroporto em Nova Friburgo, no RJ.

Segundo avaliação, construção de aeroporto é viável.

Pista de pouso e decolagem terá até 1,4 mil quilômetros.


Especialistas e técnicos de uma empresa contratada pelo Banco do Brasil sobrevoaram e fizeram simulações de pouso e decolagem em Conquista, distrito na zona rural de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, nesta terça-feira (29) e aprovaram o local para a instalação de um aeroporto regional de médio porte. O terreno escolhido fica entre a Ceasa e o Barracão dos Mendes, às margens da Estrada de São Lourenço.
Há dois meses, engenheiros e outros profissionais já haviam vistoriado a área e também aprovaram o local. O estudo técnico será repassado para a Secretaria Nacional de Aviação Civil e para o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
A possível construção do aeroporto regional no município faz parte do Programa Nacional de Aviação Civil do governo federal. Nova Friburgo foi uma das sete cidades escolhidas para receber o aeroporto.
Segundo o prefeito Rogério Cabral, que acompanhou o trabalho dos especialistas em aviação, o aval técnico é apenas uma das etapas que deverão ser cumpridas para viabilizar o projeto. Segundo ele, o próximo passo será conseguir a liberação dos recursos ao governo federal.
O estudo de viabilidade técnica, segundo os especialistas, permite a construção de uma pista de pouso e decolagem de até 1,4 mil quilômetros, com capacidade para receber aeronaves de pequeno e médio porte. A área escolhida fica próxima à região onde estão previstos a instalação do Condomínio Industrial, Centro de Convenções e Parque de Exposições de Nova Friburgo.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

ONU diz que derrubada de avião pode ser crime de guerra

A derrubada do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia pode ser considerada um crime de guerra, comunicou a Organização das Nações Unidas a (ONU) nesta segunda-feira, acrescentando que os combates entre o Exército ucraniano e os rebeldes pró-russos já deixaram mais de 1.100 mortos desde abril. "Esta violação da lei internacional, dadas as circunstâncias, pode ser considerada um crime de guerra", declarou a comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Em um comunicado, Pillay pediu uma investigação meticulosa, efetiva, independente e imparcial sobre a derrubada do avião por um míssil disparado de uma zona controlada pelos separatistas ucranianos no último dia 17. No Boeing 777 malaio havia 298 pessoas e todas morreram.
Caixas-pretas  Análises da caixa-preta com os dados de voo do avião malaio mostram que a aeronave foi destruída por estilhaços vindos da explosão de um míssil e caiu devido a "grande descompressão explosiva", disse uma autoridade do setor de segurança da Ucrânia nesta segunda-feira. O porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia, Andriy Lysenko, declarou em entrevista à imprensa em Kiev que a informação foi dada por peritos que analisam os registros de voo do avião derrubado. A Grã-Bretanha está encarregada de baixar os dados das duas caixas-pretas recuperadas no local do desastre e entregar a informação para investigadores internacionais que farão a análise.
Combates – Pelo menos três civis foram mortos durante a noite de domingo para segunda-feira em combates no leste da Ucrânia enquanto as tropas do governo intensificavam sua campanha contra rebeldes pró-Rússia, tomando o controle de uma estratégica área perto de onde o voo MH17 da Malaysia Airlines caiu, disseram autoridades nesta segunda-feira. Pesados confrontos nas imediações do local do desastre impediram que monitores internacionais chegassem ao local no domingo para investigar a derrubada do avião. Líderes ocidentais dizem ser praticamente certo que os separatistas abateram o avião por engano, usando mísseis terra-ar fornecido pelos russos. A Rússia acusa Kiev de responsabilidade pela derrubada.
O governo ucraniano afirmou nesta segunda-feira que suas tropas recapturaram o controle de Savur Mogila, uma localidade estratégica a 30 quilômetros de onde o Boeing da Malaysia Airlines caiu em 17 de julho. Os peritos vão tentar retomar seus esforços nesta segunda-feira para chegar ao local da queda, ainda em território sob controle rebelde. Bloqueios de estrada entre a cidade de Donetsk e o local são controlados ora pelo Exército ucraniano, ora pelas forças separatistas, que acusam uns aos outros de impedirem o acesso dos peritos à área.
Números – A Cruz Vermelha indicou oficialmente na semana passada que a situação na Ucrânia se caracteriza como uma guerra civil, o que transforma as áreas em conflito passíveis de serem condenadas por crimes de guerra. A ONU calcula que ao menos 1.129 pessoas morreram nos combates na região desde meados de abril, segundo um relatório publicado nesta segunda-feira, e denuncia que o uso de armamento pesado em zonas residenciais. O texto também fala de 3.422 feridos.
Estes últimos dados divulgados pela ONU indicam um aumento considerável no número de vítimas no confronto na Ucrânia em relação ao balanço de 18 de julho, no qual a organização citou 256 mortos desde abril. A comissária da ONU para os Direitos Humanos afirmou ainda que as informações da intensificação dos combates nos redutos dos insurgentes, nas regiões de Donetsk e Lugansk, são "extremadamente alarmantes" e destacou que as duas partes "empregam armamento pesado em zonas residenciais, incluindo artilharia, tanques, foguetes e mísseis".

(Com agências France-Presse e EFE)
(Postagem original: Veja.com)

terça-feira, 15 de julho de 2014

Governo inaugura 2ª etapa do Complexo Viário do Quarenta e moradores alegam prejuízos

Segundo o Governo, mais de 22 mil pessoas foram reassentadas com a obra
Segundo o Governo, mais de 22 mil pessoas foram reassentadas com a obra (Luiz Vasconcelos)
Foi entregue na manhã desta segunda-feira (30) a segunda etapa do Complexo do Sistema Viário do Quarenta, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus. A obra foi inclusa no financiamento do Prosamim II, que é de US$ 220 milhões, sendo US$ 154 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e US$ 66 milhões pelo Governo. A cerimônia de inauguração também foi marcada por uma manifestação de moradores.
O trecho de obras concluídas fica entre as avenidas General Rodrigo Otávio e Silves. As obras e ações sociais dessa etapa foram voltadas para o entorno do Igarapé do Quarenta e alguns de seus afluentes. O Prosamim II priorizou área de aproximadamente 2,5 km, no entorno do Quarenta, que tem cerca de 8 km de extensão. O trecho de obras concluídas fica entre as avenidas General Rodrigo Otávio e Silves.
De acordo com o governador, a obra visou sanear, urbanizar e recuperar o trecho mais degradado do igarapé. “Essa é mais uma etapa do Prosamim entregue. Essas famílias que antes viviam em condições subumanas foram retiradas das áreas de risco e, agora, vivem em moradias dignas”, disse.
Apesar disso, durante a cerimônia de inauguração alguns moradores promoveram um protesto e expuseram diversos tipos de reivindicações a Melo. Eles alegam que apesar da obra ter o objetivo de melhorar o escoamento de água na área, muitas residências ainda sofrem com alagamentos.
Moradores alegam falta de mudanças com a construção (Foto: Luiz Vasconcelos)
“Espero que com esse viaduto a situação melhore porque minha casa já alagou e tive que fazer uma barricada. Meus móveis ficaram todos debaixo d’água”, disse Rivelino Maia dos Santos, 29.
Segundo o Governo, desde que iniciou, em 2006, o Prosamim já reassentou, em suas três etapas de obras, até junho de 2014, um total de 13.940 famílias ou 69.700 pessoas. Para as obras na segunda etapa do Programa, na área do Igarapé do Quarenta e afluentes, o programa previu reassentamento de 4.543 famílias, um total de 22.715 pessoas. A passagem de veículos no Complexo deve ser permitida na noite desta segunda-feira. 
Obra
O viaduto que o Programa concluiu ,na Av.General Rodrigo Otávio, tem quatro alças viárias e seus acessos são pela Av. Lourenço Braga (1 alça), pela avenida General Rodrigo Otávio (2 alças) e pela avenida Buriti (1 alça).Duas alças vão facilitar o trânsito de quem quiser sair do viaduto e entrar na avenida General Rodrigo Otávio.
A alça da margem direita do Igarapé do Quarenta fará um retorno, no sentido Distrito/Centro, à direita, possibilitando que o motorista vá para a Avenida General Rodrigo Otávio e siga em direção à bola da Suframa.
A alça da margem esquerda do Igarapé do Quarenta, chamada de Eixo 200 e que passa ao lado do Stúdio 5, deverá ser construída futuramente pela Prefeitura,dentro do projeto BRT. Ela dobrará à direita , no sentido Centro/Distrito, passando pela Av. General Rodrigo Otávio e seguindo em direção ao viaduto do Coroado.
A obra do viaduto estava prevista para terminar no final de 2013, mas sofreu atraso devido a lentidão da vazante do ano passado, impedindo obras que eram necessárias, como construção de insecadeiras, que são barreiras de barro criadas no próprio igarapé, temporariamente, para macrodrenagem na área.
*Colaborou a repórter Perla Soares

terça-feira, 8 de julho de 2014

Prefeitura começa trabalho de demolição de viaduto em BH

A demolição do Viaduto Guararapes vai preservar um trecho da obra para os trabalhos da perícia. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Os trabalhos de demolição do Viaduto Guararapes, que caiu na última quinta-feira (3) em Belo Horizonte , tiveram início por volta das 9h30 de ontem (7). A previsão é que o trabalho termine em até 48 horas, desde que o monitoramento de segurança não indique a necessidade de sua parada, segundo informou Alexandre Lucas Alves, coordenador municipal da Defesa Civil de Belo Horizonte. A demolição, autorizada pela Justiça, vai preservar uma parte da obra para os trabalhos de perícia.
Em entrevista na manhã de ontem
à Agência Brasil, no local onde está ocorrendo a demolição, o coordenador informou que os trabalhos de demolição estão levando em conta a segurança das operações, dos vizinhos e dos trabalhadores.
“Os dois viadutos [do complexo viário em construção, um dos quais desabou] estão sendo monitorados de meia em meia hora, para ver se houve algum movimento. Nossa preocupação não é com o tempo, mas com a segurança e a garantia da produção de provas que a perícia criminal precisa”, falou ele.
A técnica escolhida pelos especialistas para a demolição utiliza o rompedor hidráulico, também conhecido como martelo hidráulico ou picão, que vai perfurando o concreto.
Segundo Alves, os moradores do entorno estão tendo a segurança preservada. “Sempre é uma operação de risco. Mas é um risco monitorado. Por isso, estamos com equipes da Defesa Civil dentro dos prédios, monitorando em tempo real as consequências do trabalho de demolição nessas edificações para que, caso haja alguma deformidade ou necessidade, nós interrompamos as operações para garantir a segurança”, explicou.
O Viaduto Guararapes estava sendo construído sobre a Avenida Pedro I, uma das principais vias de ligação com o Aeroporto Internacional de Confins e também com o Estádio Mineirão, local onde o Brasil enfrenta a Alemanha amanhã (8) às 17h pelas semifinais da Copa do Mundo. Por causa do acidente, que obstruiu a avenida, e também para evitar problemas de mobilidade urbana na chegada ao local do jogo, a prefeitura de Belo Horizonte decretou feriado na capital para esta terça-feira.
De acordo com Alves, como os trabalhos têm previsão de término em até 48 horas e não serão acelerados em função da partida no Mineirão. “Não estamos preocupados com o jogo da Copa do Mundo. Estamos preocupados com a segurança dos trabalhos de operação e a garantia da prova da perícia”, falou.
O acidente aconteceu por volta das 15h de quinta-feira. O viaduto em obras despencou e atingiu um micro-ônibus, um carro e dois caminhões. Duas pessoas morreram e 23 pessoas ficaram feridas no acidente, de acordo com o número definitivo de vítimas divulgado pela prefeitura.
Alves disse à Agência Brasil que, no acidente, nenhum prédio próximo ao viaduto foi abalado. “Vistoriamos os prédios vizinhos e nenhum apartamento apresentou danos. Estamos em contato permanente com uma comissão de moradores”, falou ele.
Inicialmente prevista para ser entregue em junho, a obra estava em fase de acabamento, com previsão de ser concluída no final deste mês. As obras do sistema BRT (sigla em inglês para Transporte Rápido por Ônibus) em Belo Horizonte, estão sendo executadas pela Cowan, incluindo a do viaduto acidentado. Em nota, a construtora garantiu que todos os procedimentos e material usado passaram pelos testes obrigatórios sem apresentarem qualquer problema, atendendo a todas as normas vigentes.
Previsto para ser entregue em junho, o Viaduto Guararapes estava em fase de acabamento e deveria ser concluído no fim deste mês. No início de fevereiro, outro viaduto do mesmo complexo viário, o Montesi, teve que ser interditado devido a um problema estrutural – parte da construção se deslocou lateralmente, cerca de 30 centímetros, em relação à estrutura. Após o desabamento, a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura anunciou que todos os viadutos que fazem parte do sistema BRT passarão por inspeções.
Texto adaptado de: Elaine Patricia Cruz
Fonte: Exame Brasil

sábado, 5 de julho de 2014

Desabamento causa deslocamento de 5 centímetros em viaduto vizinho em BH


 A queda da estrutura nesta quinta (3) prejudicou o elevado ao lado, mas os engenheiros não temem que esse efeito cause risco de desabamento

O viaduto, que estava em construção desabou sobre parte de um ônibus, vários caminhões e um veículo que trafegava na Avenida Dom Pedro I, no bairro São João Batista, em Belo Horizonte
O presidente Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape), Frederico Correia, informou na tarde desta sexta-feira que o viaduto ao lado do que desabou na Avenida Pedro I, em Venda Nova, foi "puxado" e sofreu um deslocamento de cinco centímetros. Mesmo assim, os engenheiros descartam risco de colapso no elevado vizinho. 

Já foram feitos uma vistoria preventiva na estrutura e um escoramento com vigas no elevado que ficou de pé. O Ibape também aconselhou que todos os outros viadutos da avenida sejam reavaliados.

Conforme Correia, o pilar central do viaduto que desabou afundou seis metros. Pelo projeto inicial, essa estrutura deveria estar a sete metros do chão e na vistoria de hoje foi verificado que está a apenas um metro do solo. Técnicos vão avaliar se essa “descida” ocorreu no momento da queda do viaduto, que matou duas pessoas, ou após a retirada de veículo preso debaixo dos escombros.

Peritos estão usando equipamentos de monitoramento de solo para atestar se o chão no entorno do pilar.

O objetivo é confirmar se a construção do pilar está de acordo com o projeto inicial da obra ou se houve problema na execução. Em paralelo a isso, equipes estão avaliando a melhor forma de retirar os escombros.

Texto de:

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Viaduto desaba sobre caminhões, carro e micro-ônibus em BH


           Um viaduto desabou na tarde desta quinta-feira (3), na Avenida Pedro I, próximo à Lagoa do Nado, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Dois caminhões, um carro e um micro-ônibus foram atingidos pela estrutura. A motorista do ônibus morreu no local e, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, 22 pessoas ficaram feridas.
Viaduto desaba na Avenida Pedro I (Foto: reprodução GloboNews)
Viaduto desaba na Avenida Pedro I (Foto: reprodução GloboNews)
        O viaduto, que saía da Rua Olímpio Mourão e passava sobre a Avenida Pedro I, estava em construção e, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura, seria inaugurado neste mês. O acidente aconteceu na Região da Pampulha, onde está o estádio Mineirão, que vai receber uma partida da semifinal da Copa do Mundo na próxima terça-feira (8). A Avenida Pedro I é uma das vias de acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.
                As causas do acidente ainda são desconhecidas. O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, esteve no local do desabamento e disse que ainda é prematuro apurar responsabilidades. "Não sabemos se é falha de projeto ou de construção", disse o chefe do Executivo, que disse que a administração está empenhada em prestar assistência às vítimas. O prefeito decretou luto oficial de três dias na cidade.
             Peritos da Polícia Civil, técnicos da Coordenadora Municipal de Defesa Civil (Comdec) e militares do Corpo de Bombeiros estavam no local até o início da noite desta quinta-feira para avaliar a situação. O resgate do carro que ainda estava embaixo da estrutura de desabou deve ser feito durante a noite porque há a possibilidade de o dono estar preso nas ferragens. Os bombeiros e a secretaria consideram uma morte presumida, além da confirmada, que seria o motorista deste carro. Os dois caminhões antigidos estavam vazios e todos os feridos eram passageiros do micro-ônibus.
              Um segundo viaduto também está sendo construído ao lado do que desabou. Segundo o Corpo de Bombeiros no local, uma vistoria verificou que a estrutura deste segundo elevado foi abalada com a queda do primeiro. Partes do viaduto foram escoradas para evitar novos desabamentos.A Construtora Cowan, responsável pela obra, lamentou o acidente em nota e disse que iria prestar apoio às vítimas. "A Cowan lamenta profundamente o ocorrido com o viaduto sobre a Avenida Pedro I. Neste momento, a prioridade é o apoio às vitimas e aos familiares. A empresa informa que já enviou ao local a equipe técnica para iniciar as investigações", informava a nota.
        A obra faz parte da meta 2 do Plano de Mobilidade do BRT, que seria usada durante a Copa do Mundo. Segundo a Secretaria Extraordinária da Copa, a Secopa, a construção tem verba federal, mas era executada pela Prefeitura de Belo Horizonte. O valor desta etapa da obra é de R$ 460 milhões e, até agora, já foram executados R$ 445 milhões.
 fonte:Laura de Las Casas e Raquel Freitas G1 MG


                         

domingo, 15 de junho de 2014

Colapso de viaduto em construção na Índia

No sábado retrasado (10), um viaduto em construção na cidade de Mumbai, na Índia, causou a morte de três pessoas e deixou seis feridos, segundo informações da polícia indiana.

"Uma grande placa caiu subitamente na noite passada, soterrando várias pessoas. A maioria eram trabalhadores", disse à agência AFP o inspetor da polícia, Uttam Korekar.


O viaduto faz parte de um projeto de construção para um novo terminal no Aeroporto Internacional de Chhatrapati Shivaji.

Imagem: Indian Express

domingo, 8 de junho de 2014

A Copa do Mundo e BR-319

A BR 319 foi construída na década de 70 e liga Manaus a Porto Velho

 

A Copa do Mundo está chegando e a promessa de reativação da BR-319, no trecho que liga o município amazonense de Humaitá a Manaus, capital do Amazonas, está bem longe de se tornar uma realidade. O trecho ainda depende de autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), mas o guia oficial de rotas rodoviárias do Governo Federal orienta o torcedor a utilizar a estrada como rota alternativa para assistir aos jogos da Copa.
São exatos 400 quilômetros de estradas intransitáveis e que precisam de autorização do órgão ambiental. O que chama atenção no caso da BR-319 é a exigência de se emitir uma licença para uma rodovia que já existia e foi autorizada pelo próprio Ibama. A estrada foi inaugurada na década de 70. Na época, o percurso entre Porto Velho (RO) a Manaus (AM), consumia 28 horas de viagem.
Nos bastidores, o comentário é da existência de uma pressão muito grande de órgãos internacionais pela não reabertura da rodovia. Alegam que reativação da estrada incentivaria a entrada de madeireiros na região. Não é o que ocorre com a BR-163, ligando Cuiabá (MT) a Santarém (AP), onde o processo de licitação de pavimentação da rodovia ganhou rapidez no âmbito do governo. Na semana passada, a empresa Galvão Engenharia ganhou a licitação da concessão do trecho.
A BR-319 é importante para a economia de Rondônia e Amazonas. Não tem lógica construir uma ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho, na BR-319, se o único destino é o município de Humaitá. A ponte tem importância para o município de Porto Velho, mas a BR-319 é uma rodovia federal e, na ocasião da inauguração de trecho da estrada, a então ministra chefe da Casa Civil, hoje presidente Dilma Rousseff (PT), prometeu que seria possível assistir os jogos da Copa do Mundo até Manaus seguindo pela 319. A abertura dos jogos da Copa acontece essa semana, mas a reabertura da estrada parece que vai ficar pra outro mundial no Brasil.

sábado, 7 de junho de 2014

Monotrilho de manaus



Até aonde vai a responsabilidade do engenheiro civil?

Até aonde vai a responsabilidade do engenheiro civil?



As responsabilidades civis na construção seguem os mesmos parâmetros fixados
para o exercício profissional de qualquer classe. Existe a responsabilidade civil
objetiva, decorrente da relação entre causa e efeito do dano e o agente causador.
Quando existe essa relação direta, o agente é responsabilizado sem necessidade de
se provar a culpa. "A queda de um muro de contenção de uma obra sobre uma
edificação vizinha é responsabilidade direta da construtora e não cabem recursos",
explica o advogado e engenheiro Jorge Tarcha. É a construtora que deverá arcar
com os reparos cabíveis. Já o setor das responsabilidades civis subjetivas é o que
induz a maioria dos processos entre engenheiros, construtoras e Ministério Público.
No caso, depois de instaurada a responsabilidade objetiva é comum a busca pela
responsabilidade subjetiva dos engenheiros envolvidos com o dano.

Essa investigação leva à análise dos projetos e dos processos executivos da obra.
Para tanto, o juiz contrata um perito que em primeira instância irá averiguar a
qualidade dos projetos. As partes envolvidas também podem contratar assistentes
técnicos que acompanham o trabalho do perito nomeado. Se constatados erros de
cálculo e dimensionamentos, a responsabilidade do engenheiro projetista é facilmente
provada. Junto com a análise do projeto inicia-se a avaliação executiva da obra.

De acordo com o perito engenheiro José Fiker, os escombros, no caso de queda de
edificação, podem mostrar muitas irregularidades. São feitas análises da constituição
do concreto empregado e da presença de corrosão nas armaduras, entre outras
avaliações. "O resultado pode comprovar erro de construção", explica. As partes
envolvidas podem contratar assistentes técnicos que acompanham o trabalho do
perito nomeado, mas existem casos nos quais o juiz pode se deparar com um contrato malfeito.

Quando o engenheiro projetista não especifica bem as atribuições e os produtos que
serão entregues ao contratante, no caso, a construtora, dá margens a subjetividades
que podem acarretar condenações inequívocas. "Um engenheiro no Sul foi considerado
culpado pela queda de uma estrutura para a qual não projetou o cimbramento",
explica o engenheiro estrutural Fernando Rebouças Stucchi. No caso, o projeto de
cimbramento não estava definido no escopo do contrato, mas considerou-se dever do
engenheiro entregar o projeto. "O engenheiro deve especificar o que não vai fazer",
explica. De acordo com Stucchi, a identificação do responsável direto por danos e
prejuízos causados a terceiros também passa pela análise da hierarquia de uma
construtora. Algumas vezes, o arquiteto que efetua os contratos dos projetistas pode
ser co-responsabilizado por algum projeto deficiente. Em outros casos, quando o erro é
óbvio do ponto de vista técnico, fica indiscutível a responsabilidade subjetiva do
engenheiro construtor. "Se o juiz for razoável, o construtor também leva a culpa", afirma.

No entanto, o engenheiro alerta para as desproporções de responsabilidades derivadas
das diferenças econômicas entre as partes envolvidas. O valor do conjunto dos
projetos representa cerca de 2% a 5% do valor de uma obra e o faturamento de um
projetista é da ordem de 1/40 de uma construtora."O maior poder econômico dispõe da melhor defesa", pondera.
 

No exercício profissional dos engenheiros é considerada uma série de responsabilidades previstas em códigos civis, penais e trabalhistas, além de resoluções do próprio Confea (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). De acordo com o presidente da entidade, engenheiro Wilson Lang, o conhecimento dessas atribuições é indispensável ao exercício da profissão dentro dos limites do bom senso e da ética. No entanto, uma vez autuado, o engenheiro pode apresentar defesa junto à câmara especializada à qual sua modalidade se vincula.


Texto original de Simone Sayegh