domingo, 8 de junho de 2014

A Copa do Mundo e BR-319

A BR 319 foi construída na década de 70 e liga Manaus a Porto Velho

 

A Copa do Mundo está chegando e a promessa de reativação da BR-319, no trecho que liga o município amazonense de Humaitá a Manaus, capital do Amazonas, está bem longe de se tornar uma realidade. O trecho ainda depende de autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), mas o guia oficial de rotas rodoviárias do Governo Federal orienta o torcedor a utilizar a estrada como rota alternativa para assistir aos jogos da Copa.
São exatos 400 quilômetros de estradas intransitáveis e que precisam de autorização do órgão ambiental. O que chama atenção no caso da BR-319 é a exigência de se emitir uma licença para uma rodovia que já existia e foi autorizada pelo próprio Ibama. A estrada foi inaugurada na década de 70. Na época, o percurso entre Porto Velho (RO) a Manaus (AM), consumia 28 horas de viagem.
Nos bastidores, o comentário é da existência de uma pressão muito grande de órgãos internacionais pela não reabertura da rodovia. Alegam que reativação da estrada incentivaria a entrada de madeireiros na região. Não é o que ocorre com a BR-163, ligando Cuiabá (MT) a Santarém (AP), onde o processo de licitação de pavimentação da rodovia ganhou rapidez no âmbito do governo. Na semana passada, a empresa Galvão Engenharia ganhou a licitação da concessão do trecho.
A BR-319 é importante para a economia de Rondônia e Amazonas. Não tem lógica construir uma ponte sobre o rio Madeira, em Porto Velho, na BR-319, se o único destino é o município de Humaitá. A ponte tem importância para o município de Porto Velho, mas a BR-319 é uma rodovia federal e, na ocasião da inauguração de trecho da estrada, a então ministra chefe da Casa Civil, hoje presidente Dilma Rousseff (PT), prometeu que seria possível assistir os jogos da Copa do Mundo até Manaus seguindo pela 319. A abertura dos jogos da Copa acontece essa semana, mas a reabertura da estrada parece que vai ficar pra outro mundial no Brasil.

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